Dica de leitura: A Farsália

A Farsália

Poema épico composto por dez livros que descreve a disputa entre Caesar e o Senado. Sua obra chegou até os dias de hoje inacabada. Acreditasse que a idéia de Lucanus era a de terminar a sua obra com a morte de Caesar, em Março de 44 a.C. Contudo sua narrativa é interrompida abruptamente no contexto das operações militares de Caesar em Alexandria, no inverno de 48-47 a.C. Essa obra de cunho anticesarista apresenta um senado composto por semideuses, um Pompeius amante de sua pátria e de sua família, Cato como a idéia abstrata da virtude, enquanto Caesar, vilão por natureza, é representado como um cavalheiro, o mais humano dos conquistadores, o político mais popular de Roma e o maior sanguinário dos ditadores. Esse poema também é conhecido como Pharsalia, porém não é um título apropriado, tendo em vista que essa denominação apenas implica em uma parte do livro VII, onde o autor descreve os acontecimentos da batalha. Essa dupla nominação talvez se deva as palavras utilizadas por Lucanus no livro IX, 985, onde escreve Pharsalia nostra, dando a idéia para alguns tradutores de que se referia ao “meu poema, a Pharshalia”.

Sobre o autor

Origem e nascimento: 39 d.C. Córdoba
Biografia: Nascido no dia 3 de novembro de 39 d.C, foi levado para Roma com apenas sete meses de idade. Nascido de uma família provinciana e sem parentes que ostentassem alguma magistratura, Lucanus (Anais, XV, 49; XV, 56; XV, 57; XV, 70); XVI, 17 aproveitou todas as vantagens que a riqueza e as conexões poderiam dar. Seu pai, M. Annaeus Mela (Anais, XVI, 17) atingiu o grau de eqüestre, porém foi seu tioLucius Annaeu Seneca que adquiriu grande importância ao ser indicado como tutor do jovem príncipe Nero. Recebeu a mesma educação dos jovens da classe governante de Roma. Educado em Atenas por Anneus Cornutus, estudou retórica, literatura e a filosofia estóica. Quando adquiriu o favor do imperador Nero, que era dois anos mais velho que Lucanus, recebeu por seus talentos poéticos e musicais um prêmio nos Neronia (60 d.C) por um poema que louvava o imperador. Foi honrado com o título de questor cinco antes da idade permitida. Foi autor do poema épico De Bello civile, ou Pharsalia, ambientado no contexto das guerras civis entre Julius Caesar e Pompeius. Considerado por Quintiliano como “ardente, arrebatado e notável em suas reflexões” (Institutio Oratoria X,1, 90) é desenhado como o modelo a ser seguido pelos oradores. Morreu acusado de participar da conspiração de C. Calpurnius Piso contra o imperador Nero, em 30 de Abril de 65 d.C.

Dica de tradução

Capa do livro

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